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sábado, 2 de julho de 2011

É importante que a Igreja dê um testemunho integral do Evangelho, salientou o Papa dirigindo-se aos peregrinos de uma diocese do sul da Italia

(2/7/2011) No actual momento histórico no qual parecem prevalecer, o narcisismo, o desejo de posse e de consumo, sentimentos e afectos desligados da responsabilidade, é importante que a Igreja dê um testemunho integral do Evangelho.

Recordou o Papa Bento XVI aos fiéis da diocese de Altamura-Acquaviva das Fontes na Puglia, região do sul da Itália, recebidos no Vaticano na Grande aula das audiências..

De facto assistimos na sociedade actual – explicou o Papa – a uma desorientação que se manifesta num profundo mal estar existencial, mas no fundo de tudo pode-se entrever a negação da dimensão espiritual. Por isso Bento XVI alertou para o perigo de reduzir tudo a uma dimensão horizontal, que desnatura a identidade da Igreja e o anuncio da fé e torna a comunidade cristã semelhante a uma organização social, filantrópica, como muitas outras que existem.

Ela é a Comunidade de Deus, é a Comunidade que acredita e por isso é uma comunidade capaz de evangelizar. E particular atenção deve ser dada á maneira de considerar a educação para a vida cristã, para que cada pessoa possa efectuar um autentico caminho de fé, através das diversas idade da vida. Um empenho no qual a família é o primeiro responsável - salientou o Papa pedindo aos pais que sejam testemunhas da fé. Não tenhais medo das dificuldades no meio das quais sois chamados a realizar a vosso missão - acrescentou; não estais sós!

Bento XVI dirigiu-se depois aos padres convidando-os entre outras coisas a não ter medo do diálogo com a cultura e com aqueles que andam á procura de Deus.

Homens e mulheres do nosso tempo - concluiu - precisam de encontrar o Senhor ou de redescobrir a beleza do Deus vizinho, do Deus que em Jesus Cristo mostrou o seu rosto de Pai e chama a reconhecer o sentido e o valor da existência.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Apresentado no Vaticano novo portal de noticias

(27/6/2011) O Vaticano apresentou esta segunda feira o seu novo portal de notícias , revelando a intenção de, em breve, disponibilizar conteúdos em português.

Falando aos jornalistas presentes na conferência de imprensa, D. Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais (CPCS), revelou que na nova página na Internet vai ser possível “encontrar as principais notícias publicadas ou emitidas pelos media do Vaticano”.

“Trata-se, portanto, de um portal multimédia que permitirá ao visitante o acesso imediato às principais notícias, tanto publicadas como emitidas radiofonicamente pela Rádio Vaticano, bem como em imagem, com os filmes do Centro Televisivo Vaticano”, acrescentou o arcebispo italiano.
Inicialmente, a informação vai estar disponível apenas em italiano e inglês, mas após o verão a página será renovada e passará a contar com outras línguas, a começar pelo espanhol.
“Veremos, porque o nosso desejo é que [o portal] esteja online também em francês e português”, apontou D. Claudio Celli.

O novo portal multimédia de notícias vai estar disponível a partir de 29 de junho, dia da festa litúrgica de São Pedro e São Paulo, no qual se assinala o 60.º aniversário da ordenação sacerdotal de Bento XVI.

O presidente do CPCS sublinhou que “as notícias dirão respeito à atividade ou intervenções magisteriais do Santo Padre, às tomadas de posição dos dicastérios da Santa Sé, aos mais importantes acontecimentos do mundo e a situações ligadas às várias Igrejas particulares”.

Na conferência de imprensa estiveram também presentes o padre Federico Lombardi, diretor da sala de imprensa da Santa Sé, e do Centro Televisivo Vaticano, além de director geral da Rádio Vaticano e Giovanni Maria Vian, diretor do jornal «L’Osservatore Romano».

Em maio de 2009, o Vaticano criou um novo portal destinado às novas gerações () com aplicações para o iPhone e o Facebook, através do qual os utilizadores podem trocar cartões virtuais do Papa, discursos e mensagens de Bento XVI.

fonte: http://www.radiovaticana.org/por/articolo.asp?c=499590

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Bento XVI pediu aos jovens que aprendam a refletir, a “ler” em profundidade as suas próprias experiências humanas.

(19/6/2011) A busca de resposta às questões de fundo que cada um se coloca na vida e o sentido da verdadeira liberdade foram os dois aspectos desenvolvidos por Bento XVI no seu aguardado encontro com os jovens da diocese de São Marino – Montefeltro. Encontro que decorreu ao fim da tarde deste domingo, na praça em frente à catedral, em Pennabilli.

Evocando “as grandes interrogações” que cada um leva dentro de si, o Papa fez notar que estas são “o mais elevado sinal da transcendência do ser humano e da capacidade que temos de não nos determos na superfície das coisas”.

“Caros amigos, convido-vos a tomardes consciência desta sã inquietação, positiva; a não terdes medo de vos colocardes as perguntas fundamentais sobre o sentido e sobre o valor da vida. Não vos detenhais nas respostas parciais, imediatas, sem dúvida as mais fáceis e cómodas, que podem dar-vos algum momento de felicidade, de exaltação, de embriaguez, mas que não levam à verdadeira alegria de viver, de quem não constrói sobre a areia, mas sim sobre a rocha sólida”.

Bento XVI pediu aos jovens que aprendam a refletir, a “ler” em profundidade as suas próprias experiências humanas, na certeza de que terão a alegria de descobrir que “o coração é uma janela aberta sobre o infinito”.

“Mesmo na era do progresso científico e tecnológico, o homem permanece um ser aberto à verdade integral da sua existência, que não se detém nas coisas materiais, mas se abre a um horizonte muito mais vasto”.

Observando que na experiência humana comum a todos existem “diversos níveis de significado”; Bento XVI fez notar que “é aqui que se decide como orientar a própria vida, escolhendo a quem a confiar, a quem se confiar”. O risco – advertiu - é o de ficar prisioneiro do mundo das coisas, do relativo, do útil, perdendo a sensibilidade ao que diz respeito à dimensão espiritual.

“Não se trata de modo algum de desprezar o uso da razão ou de rejeitar o progresso científico, bem pelo contrário. Trata-se, isso sim, de compreender que cada um de nós não é feito apenas de uma dimensão horizontal, mas compreende também a dimensão vertical. Os dados científicos e os instrumentos tecnológicos não se podem substituir ao mundo da vida, aos horizontes de significado e de liberdade, à riqueza das relações de amizade e de amor”.

E é precisamente na abertura à verdade total de nós próprios e do mundo que nos damos conta da iniciativa de Deus em relação a nós – sublinhou o Papa. Ele vem ao encontro de cada um de nós e dá-nos a conhecer o mistério do seu amor.

“A palavra de Cristo mostra que a vossa vida encontra significado no mistério de Deus, que é Amor! O que seria a nossa vida sem o amor? Deus toma cuidado do homem desde a sua criação até ao fim dos tempos, quando levará a cumprimento o seu projeto de salvação. No Senhor Ressuscitado temos a certeza da nossa esperança!”

fonte: http://www.radiovaticana.org/por/articolo.asp?c=497502

sábado, 18 de junho de 2011

Diálogo oficial entre católicos e anglicanos em nova fase. Comissão bilateral recomeçou hoje os trabalhos

(17/5/2011) A comissão internacional para o diálogo oficial entre a Igreja Católica e a Igreja Anglicana (ARCIC) começa hoje uma nova fase de trabalhos, a terceira em mais de 40 anos.

A reunião inicial da ARCIC III vai decorrer no mosteiro de Bose, norte da Itália, de 17 a 27 de maio, dando cumprimento a uma decisão tomada pelo Papa Bento XVI e pelo arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, primaz da Igreja Anglicana.

Os responsáveis pela comissão são D. Bernard Longley, arcebispo católico de Birmingham (Inglaterra), e o arcebispo anglicano David Moxon, da Nova Zelândia.

Segundo comunicado do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, da Santa Sé, o encontro vai abordar “questões fundamentais relativas à «Igreja enquanto Comunhão – local e universal»”.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Nova evangelização em debate na Europa

(15/6/2011) O tema da "nova evangelização" na Europa estará no centro dos trabalhos de dois encontros consecutivos promovidos pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE): o encontro dos secretários-gerais das conferências episcopais, que se realizará em Vilnius, capital da Lituânia, de 16 a 19 do corrente; e o encontro dos assessores de imprensa e porta-vozes das Conferências episcopais, que se realizará de 18 a 21 deste mês, também na capital lituana.

A semana de trabalhos do referido Conselho será inaugurada pelos secretários-gerais, que na próxima quinta-feira serão acolhidos pelo Arcebispo de Vilnius, Cardeal Audrys Jouzas Bačkis.

Os secretários-gerais dedicarão a sua atenção a alguns aspectos específicos da nova evangelização, como a relação entre cultura e qualidade da fé, "a vida espiritual e a pertença eclesial".

No próximo sábado chegarão a Vilnius os assessores de imprensa e porta-vozes das conferências episcopais para uma tarde de trabalho com os secretários sobre a organização da comunicação nas conferências episcopais, para "realizar da melhor maneira possível a sua missão de anúncio do Evangelho também em situações difíceis".

Durante seu encontro também os porta-vozes se deterão sobre o tema da nova evangelização a partir de experiências já em andamento no continente europeu, experiências que testemunham as realidades presentes na Igreja, em particular, "no mundo do voluntariado, das iniciativas e dos novos meios de comunicação".

fonte: http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=496380

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Igreja tem de evitar afastamento de Deus no mundo ocidental

(14/6/2011) O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização afirmou hoje em Fátima que a Igreja Católica deve estar atenta ao “secularismo” que quer afastar o mundo ocidental da “sua relação fundamental com Deus”.

Falando aos participantes nas jornadas pastorais do episcopado, D. Salvatore Rino Fisichella precisou que são as “Igrejas de antiga tradição as que se sentem prejudicadas por esta situação”, embora “ninguém pareça fugir a esta dramática situação que cria um ‘deserto interior’, porque afasta o homem de si próprio”.

“Este é um dos motivos para promover a nova evangelização”, assinalou o responsável.
O arcebispo italiano pronunciou três conferências, entre a tarde de segunda-feira e esta manhã, considerando “prioritário” um esforço destinado a “recuperar a consciência daquilo que determina a conduta das pessoas”.

“É necessário e urgente, em primeiro lugar, compreender que nos encontramos diante de uma mudança real de paradigmas do pensamento e da linguagem que não já permitem enfrentar a vida, o mundo, a relação com os outros, a fé e os grandes valores como no passado”, alertou.

“Diante da possibilidade de Jesus Cristo não é possível manter a neutralidade: é preciso dar uma resposta se queremos achar um significado à nossa vida”, acrescentou.
Noutra passagem das suas intervenções, o membro da Cúria Romana sublinhou que há “uma coisa que pode ser constantemente verificada nos dois mil anos do cristianismo: a atenção permanente que a comunidade cristã teve em relação ao tempo no qual vivia e ao contexto cultural”.

Para o arcebispo Fisichella, a “crise dos dias de hoje” está ligada ao tema de Deus, afirmando que este “não é negado, mas é desconhecido”.

“É por isto que o verdadeiro desafio esconde-se em como poder e saber falar de Deus hoje”, disse aos participantes nas jornadas, promovidas pela Conferência Episcopal Portuguesa.

Outro tema abordado foi o enquadramento dos “movimentos e das associações”: “Os movimentos que conhecemos, e muitos outros que nasceram nestes anos, têm uma riqueza inegável e não são alternativos à paróquia, mas complementares”.

( Em Ecclesia)

fonte: http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=495998

terça-feira, 14 de junho de 2011

A fé não se conserva por si mesma no mundo, não se transmite automaticamente no coração do homem, mas deve ser sempre anunciada. Bento XVI na abertura do congresso eclesial da diocese de Roma

(14/6/2011) O Papa Bento XVI inaugurou na tarde desta segunda feira, na Basílica de S. João de Latrão, o congresso eclesial da dioceses de Roma sobre o tema: “Estas palavras emocionaram-nos até ao fundo do coração”. A alegria de gerar a fé na Igreja de Roma.
Depois dos primeiros dois anos de reflexão dedicados á participação na Missa dominical,e o testemunho da caridade, e o itinerário de verificação pastoral centra-se no próximo biénio na iniciação cristã, a partir do trabalho efectuado nos meses passados sobre este tema pela pastoral ordinária. A reflexão tocará também as famílias na sua tarefa educativa e a formação dos catequistas.
Ontem á tarde, no discurso proferido na Basílica de S. João de Latrão o Papa insistiu na necessidade de voltar a proclamar a Boa Nova nas regiões de antiga tradição cristã e exortou a percorrer o caminho no qual se descobre o Evangelho, não como uma utopia, mas como uma forma de vida plena.
Bento XVI salientou também que a fidelidade á fé da Igreja deve conjugar-se com a criatividade catequetica que tenha na devida conta o contexto, a cultura e a idade do destinatário.
Citando uma das intervenção durante o sínodo romano, o Papa disse:” a fé não deve ser pressuposta mas proposta. É precisamente assim. A fé não se conserva por si mesma no mundo,, não se transmite automaticamente no coração do homem, mas deve ser sempre anunciada. E o anuncio da fé, por sua vez, para ser eficaz deve partir de um coração que acredita, que espera, que ama, um coração que adora Cristo e acredita na força do Espírito Santo”.
Um anuncio – prosseguiu Bento XVI – que deve ressoar de novo nas regiões de antiga tradição cristã e que se resume na necessidade, já advertida por João Paulo II, de uma nova evangelização dirigida a todos aqueles que apesar de conhecerem a fé jão não apreciam a beleza do cristianismo, e inclusive é possível que o considerem como um obstáculo para alcançar a felicidade. Neste contexto o Papa repetiu as suas palavras aos jovens na jornada mundial da juventude de Colónia:”a felicidade que procurais, a felicidade a que tendes direito tem um nome e um rosto: Jesus de Nazaré escondido na Eucaristia”.
Bento XVI manifestou o desejo de que aumente o compromisso com uma renovada estação de evangelização que nã é só o trabalho de alguns, mas de todos os membros da Igreja. Porque como salientou o Papa, cada um dos fiéis baptizados é mensageiro deste anuncio.
Em primeiro lugar os pais que são chamados a colaborar com Deus na transmissão do dom inestimável da vida, porém também devem fazer conhecer Aquele que é a Vida. Neste sentido Bento XVI assegurou aos pais o apoio da Igreja nesta missão fundamental. Além disso o Papa referiu-se ao trabalho que a comunidade cristã deve fazer na formação dos adolescentes ajudando-os não só a compreender com a inteligência as verdades da fé mas também com as experiencias de oração, de caridade e de fraternidade.
A palavra da fé – salientou o Papa a concluir – corre o perigo de permanecer muda se não encontrar uma comunidade que a põe em pratica, tornando-a viva e atraente como experiencia da realidade da vida verdadeira