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sábado, 18 de junho de 2011

Audiência Pública discute Ensino Religioso no Rio

Integrantes de diversos credos religiosos, profissionais da educação, parlamentares e membros da sociedade civil participaram, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, na terça-feira, 14, de uma Audiência Pública para discutir o Projeto de Lei do Executivo que cria o cargo de professor de Ensino Religioso nas escolas públicas do município.

A reunião foi dirigida pelo presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, vereador Paulo Messina. Entre os representantes da arquidiocese do Rio estavam o bispo auxiliar, dom Nelson Francelino Ferreira; o diretor do Departamento Arquidiocesano de Ensino Religioso e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), padre Paulo Alves Romão, e a presidente do Conselho Deliberativo da Associação de Professores de Ensino Católico (ASPERC), professora Vera Lúcia Santiago Cruz.

A defesa da Mensagem nº130 do prefeito Eduardo Paes (P/L 862 de 01/04/2011) foi protagonizada pela subsecretária de ensino da Secretaria Municipal de Educação, Regina Helena Diniz Bomeny, enfocando como será a implantação do Ensino Religioso nas escolas municipais, sendo facultada aos integrantes da Mesa a avaliação acerca da iniciativa. As opiniões foram acatadas democraticamente considerando positiva a iniciativa do Executivo, desde que a implementação fosse acompanhada pela Casa Legislativa.

O sindicato de representação dos professores do Rio se posicionou contrário ao Ensino Religioso nas escolas, assim como a professora Azoilda Loretto Trindade, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Ela criticou o crucifixo na Sala do Plenário, em detrimento dos demais símbolos religiosos. O presidente da Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento Islâmico, sheik Ahmad Mohammed, defendeu o símbolo e disse que o Estado é laico, mas não é ateu.

O acadêmico Luiz Antônio Cunha (UFRJ) disse que muito tempo se perdeu discutindo a disciplina, o que não seria passível de discussão, por existir nas Constituições Federais e Estaduais, mas que a Casa Legislativa do Rio deveria aguardar os novos direcionamentos que estão sendo discutidos em Brasília.

Outras posições favoráveis defendidas pelo Plenário foram a do vereador Caiado, em co-partilha com as emendas do vereador Reimont, do vereador Tio Carlos que respondeu a todos que a Casa Legislativa acabara de aprovar sete mil novas vagas para as outras disciplinas. Embora as manifestações tenham sido divergentes, houve consenso no aspecto da pluralidade.

“A ASPERC pôde presenciar a relevância da Lei 3459 de 14 de setembro de 2000. Essa Lei está possibilitando segmentos religiosos minoritários a serem ouvidos por todos em igualdade com as grandes religiões, em espaço nobre da Casa Legislativa para conhecimento de toda a sociedade”, afirmou a professora Vera Lucia.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Documentos da época da ditadura militar, preservados pela Igreja, serão publicados pela Unicamp

Mais de 700 processos judiciais da época da ditadura militar no Brasil (1964-1985), muitos dos quais com relatos de tortura em tribunais militares e outros abusos, serão publicados na Internet pela Universidade Estatal de Campinas, a Unicamp, em São Paulo (SP).

Os documentos chegaram ontem, 14, ao Brasil, enviados pelo Conselho Mundial das Igrejas, que os obteve de forma clandestina e os guardava nos Estados Unidos. Representantes da entidade entregaram a documentação ao procurador geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, em cerimônia na Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em São Paulo.

A reprodução dos papeis começou por iniciativa da advogada Eny Raimundo Moreira e de seus colegas do escritório Sobral Pinto. Entre 1964 e 1979, eles fotocopiaram os autos do Superior Tribunal Militar, aproveitando que a lei permitia que os advogados consultassem os processos durante 24 horas. O objetivo era encontrar informações e evidências de violações aos direitos humanos praticadas por agentes da repressão militar.

Os advogados receberam apoio logístico e financeiro do então arcebispo de São Paulo, cardeal dom Paulo Evaristo Arns, e do reverendo presbiteriano, Jaime Wright, pois no período da ditadura, havia a preocupação com a apreensão do material por parte dos repressores políticos. Os documentos foram microfilmados e remetidos aos EUA.

Foram copiados 707 processos judiciais, que somam cerca de um milhão de cópias em papel e 543 rolos de microfilme. O material serviu de base para o livro "Brasil: Nunca Mais", publicado em julho de 1985, em meio ao processo de democratização do país.

O livro teve 20 reimpressões em seus dois primeiros anos e atualmente está em sua 31ª edição, de 2009.

fonte: http://cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/6862-documentos-da-epoca-da-ditadura-militar-preservados-pela-igreja-serao-publicados-pela-unicamp

Juventude será o tema da Campanha da Fraternidade de 2013

Fraternidade e Juventude. Este será o tema da Campanha da Fraternidade de 2013. A escolha foi feita hoje, 15, pelo Conselho Episcopal Pastoral, que está reunido desde ontem na sede da CNBB.

O tema foi proposto pelo Setor Juventude da CNBB, que recolheu cerca de 300 mil assinaturas junto aos jovens do Brasil. O lema será escolhido na próxima reunião do Consep.

O Setor da Mobilidade Humana da CNBB apresentou e defendeu o tema do tráfico de pessoa humana e o trabalho escravo. Outros temas foram apresentados, mas não receberam votos.

Esta será a segunda Campanha da Fraternidade sobre a Juventude. A primeira foi realizada em 1992 com o lema “Juventude, caminho aberto”.

A escolha dos temas da Campanha da Fraternidade é feita com antecedência de dois anos.

fonte: http://cnbb.org.br/site/campanhas/fraternidade/6864-juventude-sera-o-tema-da-campanha-da-fraternidade-de-2013

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Papa abre congresso eclesial da diocese de Roma

O papa Bento XVI abrirá na noite de hoje, segunda-feira, 13, na Basílica Papal de São João de Latrão, o Congresso Eclesial da diocese de Roma, numa celebração que marca a conclusão do Ano Pastoral.

O tema deste ano, dedicado à iniciação cristã, foi extraído do Livro dos Atos dos Apóstolos: "Sentiram cortar o coração. A alegria de gerar para fé na Igreja de Roma".

“Testemunhar a alegria da fé em todos os âmbitos da vida”, este foi convite feito por Bento XVI à diocese de Roma nos últimos anos. No ano passado, o papa abordou o tema "Eucaristia e Caridade". O pontífice convidou a colocar a Eucaristia no centro da vida das comunidades cristãs e reiterou que a celebração eucarística deve ser preparada e celebrada com intensa participação interior.

"Peço a todos para que cuidem bem, também através de grupos litúrgicos, da preparação e celebração da Eucaristia, a fim de que os fieis que da missa participam, possam encontrar o Senhor", frisou Bento XVI em seu discurso ao Congresso Eclesial da diocese de Roma, em junho do ano passado.

"Nutrindo-nos do Senhor, ficamos livres dos vínculos do individualismo e nos tornamos uma só coisa. Somente assim, podemos seguir a lógica do dom e transformar o mundo ao nosso redor", destacou o papa, acrescentando: "A caridade é capaz de gerar uma mudança autêntica e permanente da sociedade, agindo nos corações e nas mentes das pessoas. Quando a caridade é vivida na verdade é a principal força propulsora em favor do verdadeiro desenvolvimento de todas as pessoas e da humanidade".
fonte: http://cnbb.org.br/site/imprensa/internacional/6843-papa-abre-congresso-eclesial-da-diocese-de-roma