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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Palavra do Pároco

Missão implica testemunho de vida

Zaqueu (Lc 19,2-10), Nicodemos (Jo 3) Samaritana (Jo 4) todos se confrontaram com Jesus e mudaram de Vida. A Igreja (Mt 16,13) instituída por Jesus que tem o poder das chaves para ligar e desligar , nos  incentiva  para  a Missão  (Mt  28,18ss).  Ir  pelo mundo  inteiro  para  pregar  o  Evangelho. Nos (At 2,45-47) fala das primeiras comunidades, o amor , a alegria, a partilha entre eles, atenta aos ensinamentos dos Apóstolos, a  fração do pão etc. 

Após  tanto  tempo  de  história,  muitos não entenderam ou não querem entender que  Jesus nos  amou  até o  fim  (Jo 13,1). Como viver a paroquialidade  se não houver comprometimento  nas  atividades missionárias da Igreja, a partir do exemplo entre nós. Passados tantos anos de Concílio Vaticano II (1962-1965) quantos se encontram no saudosismo do passado e ficam parados no tempo, e não fazem uma análise que a Igreja  tem  que  acompanhar  os  tempos atuais. Segundo São Tiago, a  fé  sem obras é morta (Tg 2,14-18). Falar de comunhão e participação é necessário quebrar as barreiras do orgulho de achar que  só eu  sei,  só eu posso e não me interessa o outro. Ser cristão é  igual amar . 

O  texto de (Mc 1,15) nos propõe a Conversão diária diante de Deus. Deus dá o tempo para reflexão: A você; Pai, Mãe,  Jovem,  a 3°  idade, paroquiano visitante. Quem sou, o que faço de minha vida? Vale a pena dizer que sou cristão? O seu,  o  nosso  testemunho  como  anda? Olhar o exemplo de Maria, o seu “sim” (Lc 1,26ss)  Mulher  de  Oração  (At  1,26ss) Mulher da fidelidade (Jo 19, 25-27) ao pé da cruz.

Pe. Ademar Ermilindo Pimenta
- Pároco -

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A VOZ DO PASTOR

         As celebrações litúrgicas de todos os Santos e dos fiéis defuntos oferecem-nos uma excelente oportunidade de reflexão sobre o real sentido da nossa vida neste mundo. Primeiramente, por nos recordarem que a Vontade Divina a nosso respeito é que busquemos, sem medo e sem fadigas, crescer em santidade diante de Deus e dos homens. Com força e com clareza, o Senhor nos convoca a sermos santos, perfeitos, como o Pai do Céu é Santo, é Perfeito! E São Paulo nos relembra em muitas de suas cartas que nossa vocação é a santidade...

            Evidentemente, tudo isto nos ajuda a aprofundar a certeza do ponto de chegada deste processo de busca da santidade, que é justamente o encontro definitivo com o Pai, na face a face da Vida Eterna!

Mas há uma condição fundamental para a realização deste caminho: a experiência pessoal, direta, profunda da Pessoa de Jesus Cristo, pela fé!

Dirigindo-se aos jovens na Jornada Mundial da Juventude, em Madri, o Papa Bento XVI assim se expressou:

A fé não é fruto do esforço do homem, da razão, mas é um dom de Deus... Tem a sua origem na iniciativa de Deus, que nos desvenda a sua Intimidade e nos convida a participar da sua própria vida divina. A fé não se limita a proporcionar alguma informação sobre a identidade de Cristo, mas supõe uma relação pessoal com Ele, a adesão de toda a sua pessoa, com a sua inteligência, vontade e sentimentos, à manifestação que Deus faz de Si mesmo.

Esta preciosa explanação sobre a Fé, ainda que de modo conciso, traduz para nós todo o conteúdo da Ação Missionária e Evangelizadora da Igreja: proclamar a Fé em Jesus Cristo, levando muitas pessoas a se entregarem a Ele, na experiência marcante do seu Amor.

Gostaria de testemunhar o que escutei pessoalmente de vários jovens da nossa Arquidiocese que estiveram na Jornada Mundial da Juventude, em Madri, com o Santo Padre. Foram palavras que muito me comoveram e me levaram a louvar o Senhor. Uma jovem assim falou: “Todo o cansaço de esperar o Papa das 8h às 20h, num clima de grande ansiedade, desapareceu completamente quando o carro em que ele vinha passou perto de nós e eu senti o olhar dele caindo sobre mim! Foi maravilhoso sentir seu olhar como o olhar do próprio Cristo para mim!

Outro jovem relatou sua experiência com a Via Sacra, com o clima de profunda contemplação em cada uma das Estações e se referindo-se à  grande Vigília, atingida por um temporal bem forte, que molhou todo mundo: “Aquela chuva toda e o Papa não se retirou, ficou ali com a gente me deu uma garantia forte no coração: a Igreja não me abandona!”

Outra jovem comentou: “A jornada foi um divisor de águas na minha vida...!” e  um jovem assim se expressou: “Eu não estava bem na vida. E Deus me deu este presente de viver tudo isto lá na Jornada, eu vi que tenho que parar para escutar Deus. O contato com Deus ali tocou-me profundamente!”

Palavras sinceras, sem rodeios, de alguns destes jovens, revelam-nos o imenso amor do Senhor por todos nós que somos a sua Igreja, Igreja santa e pecadora... Cabe-nos levar à frente uma ação evangelizadora entusiasmada, que encoraje os cristãos a cada vez mais dizerem a Jesus: Eu sei que Tu és o Filho de Deus que deste tua vida por mim; Tu me conheces, me amas, quero colocar a minha vida inteira em tuas mãos, quero que sejas a força que me sustenta, a alegria que nunca me abandona!

A perspectiva da próxima Jornada Mundial, em 2013, no Rio de Janeiro, convoca-nos todos a nos lançarmos com ardor na sua preparação, com a grande disponibilidade da fé e a força de um apaixonado amor pelo Senhor Jesus!

Que não nos falte a assistência da Santíssima Virgem Maria, Mãe e Estrela da Evangelização.



+ Dom Frei Alano Maria Pena