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sábado, 2 de julho de 2011

JMJ: APROXIMAR DE CRISTO OS JOVENS DO MUNDO

Papa os consagrará ao Sagrado Coração de Jesus com este objetivo

MADRI, sexta-feira, 1º de julho de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI consagrará todos os jovens ao Sagrado Coração de Jesus durante a vigília do sábado, 20 de agosto, no aeródromo de Cuatro Vientos de Madri, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“Com este ato, pretende-se ajudar a que se cumpra o objetivo de cada JMJ: que os jovens se aproximem de Cristo”, indica um comunicado divulgado no site da JMJ.

A consagração coincidirá com o 300º aniversário do nascimento do Beato Bernardo de Hoyos, o jovem jesuíta que estendeu na Espanha a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, inspirado pelas revelações de Cristo.

Para preparar a consagração, a organização propôs uma catequese que aprofunda nos aspectos e consequências da consagração ao Sagrado Coração de Jesus.

Esta catequese incentiva a preparar-se especialmente durante o dia de hoje, festa do Sagrado Coração de Jesus, e está baseada na mensagem que Bento XVI escreveu por ocasião da JMJ de Madri, destacando que esta consagração é um ato de fé, de esperança e de amor a Cristo.

“Ao confessar nossa fé, não só o fazemos a partir das verdades que professamos, mas como fruto de uma relação pessoal com Cristo, que se estabelece na confiança no amor do seu Coração; isso permite estar 'enraizados e edificados em Cristo', tema da JMJ de Madri”, destaca o comunicado.

A catequese está dividida em 3 partes. Na primeira, propõe-se uma aproximação da mensagem do Papa para a JMJ, partindo da perspectiva do Sagrado Coração; a segunda parte oferece um percurso pela história da devoção ao Coração de Jesus; e a terceira explica o sentido da consagração da juventude do mundo ao Sagrado Coração.

Neste sentido, a organização explica que a consagração dos jovens, nos quais está a esperança do futuro da Igreja e da humanidade, expressa que “somente Ele pode libertar o mundo do mal e fazer crescer o Reino da justiça, da paz e do amor, ao qual todos nós aspiramos”.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus busca “não somente a contemplação do seu amor sensível”, mas também elevar os homens “à consideração e adoração do seu excelentíssimo coração”, indica o Papa Pio XII em sua encíclica Haurietis aquas, a terceira que se escreveu sobre o culto ao Sagrado Coração.

Trata-se de uma devoção que tem suas raízes na contemplação do amor de Cristo na cruz entre os primeiros cristãos, e que experimentou, há 800 anos, um forte impulso com a mística alemã Matilde Magdeburgo (1207-1282), seguida por Matilde de Hackenborn e por Gertrudes de Helfta.

Vários santos promoveram o culto ao Sagrado Coração, entre eles São Boaventura, São Alberto Magno, Santa Gertrudes, Santa Catarina de Sena e São Francisco de Sales.

São João Eudes foi o autor do primeiro ofício litúrgico em honra do Sagrado Coração de Jesus, cuja festa solene se celebrou pela primeira vez em 20 de outubro de 1672.

O marco desta celebração se deve a Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690), religiosa da Ordem da Visitação, quem recebeu várias revelações do próprio Senhor Jesus para que impulsionasse esta devoção.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Papa: a família é o sujeito do crescimento

SAN MARINO, domingo, 19 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI destacou a importância de reconhecer a família como principal sujeito para fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, no contexto atual em que esta instituição é tantas vezes colocada em xeque.

O Papa discursou na tarde deste domingo, no Palácio Público de San Marino, durante o encontro que manteve com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.

Ele falou que hoje a instituição familiar é questionada, “quase em uma tentativa de ignorar seu irrenunciável valor”.

O Papa denunciou que “os que sofrem as consequências são os grupos sociais mais frágeis, especialmente as jovens gerações, mais vulneráveis e por isso mais facilmente expostas à desorientação, a situações de auto-marginalização e à escravidão das dependências”.

Neste sentido, constatou que, “diminuindo o apoio familiar”, frequentemente os jovens se vêem diante de muitos obstáculos “para uma normal inserção no tecido social”.

“É importante reconhecer que a família, assim como Deus a constituiu, é o principal sujeito que pode favorecer um crescimento harmonioso e fazer amadurecer pessoas livres e responsáveis, formadas em valores profundos e perenes”.

Bento XVI chegou à Praça da Liberdade de San Marino às 16h30. Foi acolhido pelos Capitães Regentes da República.

Após as honras militares e a interpretação dos hinos pontifício e da República de San Marino, o Papa e os Capitães Regentes entraram no Palácio Público. Na Sala do Conselho dos XII foram apresentados ao pontífice os ministros do governo e seus familiares.

Depois o bispo de Roma firmou um livro de visitas ilustres e manteve uma conversação privada com os Capitães Regentes, que concluiu com uma troca de presentes.

Em seguida, houve o encontro oficial com os membros do governo, do congresso e do corpo diplomático.

Ao finalizar o encontro, Bento XVI saudou os organizadores da visita, saiu do Palácio e, com os Capitães Regentes, foi até a Basílica de San Marino.

Acolhido no templo por seu reitor, Dom Lino Tosi, o Papa se deteve depois a adorar o Santíssimo Sacramento.

fonte: http://www.zenit.org/article-28261?l=portuguese

sábado, 18 de junho de 2011

VIOLÊNCIA NO NORTE DO BRASIL REVELA DESCASO

“Pouco se fez para proteger as famílias”, afirma CNBB

BRASÍLIA, sexta-feira, 17 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Os recentes episódios de violência e morte no norte do Brasil, atingindo pequenos agricultores, povos originários das florestas e quilombolas, revelam o descaso do Estado brasileiro com um quadro já anunciado.

Esse é o teor de uma nota da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgada nesta sexta-feira, após as reuniões desta semana dos bispos que chefiam os diferentes departamentos do organismo.

“No caso específico dos recentes atos de violência e morte, as ameaças já eram de conhecimento das autoridades competentes. Infelizmente pouco foi feito para proteger estas famílias”, afirma a nota.

Somente no final de maio, quatro agricultores foram assassinados por causa de conflitos agrários na região. No início de junho, outro trabalhador rural – Obede Loyla Souza, 31 anos, segundo informa a Comissão Pastoral da Terra –, foi assassinado em Pacajá, no Pará.

Segundo a CNBB, os fatos são “de tal gravidade que exigem a apuração imediata com a consequente punição dos culpados, bem como a proteção a todas as lideranças camponesas ameaçadas de morte, para que haja justiça em nosso país”.

“As muitas vidas ceifadas devido aos conflitos agrários alertam a sociedade e o Estado para a necessidade de ações urgentes e eficazes que contribuam para consolidar a segurança no campo.”

“A realidade de violência evidencia a gravidade da ausência do Estado naquela região. Não podemos permitir que prevaleça a lei do mais forte, pois significa a compactuação com as graves injustiças geradas especialmente pela extração ilegal de madeira e pela ocupação ilegal do solo”, afirma a CNBB.

Código Florestal

Em outra nota divulgada nesta sexta-feira, a Conferência Episcopal aborda a discussão do Código Florestal brasileiro, que atualmente tramita no Senado.

Segundo a CNBB, a “flexibilização da legislação ambiental, aprovada pela Câmara dos Deputados, motivo de muita polêmica, é prova contundente de que o País poderá se colocar na contramão deste importante debate mundial”.

“As decisões sobre o Código Florestal não podem ser motivadas por uma lógica produtivista que não leva em consideração a proteção da natureza, da vida humana e das fontes da vida. Não temos o direito de subordinar a agenda ambiental à agenda econômica.”

Os bispos assinalam alguns aspectos já aprovados na atual discussão sobre o Código Florestal que “nos preocupam”.

Entre eles, “a flexibilização da Lei altera o regramento das Áreas de Preservação Permanente – APPs, que protegem as margens dos rios, encostas, topos de morro, ameaçando o equilíbrio de proteção das florestas”.

E também “a anistia das multas e penalidades pelas ocupações e desmatamentos em áreas de agropecuária e de alta relevância ambiental”.

“No Novo Código Florestal não pode faltar o equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia, como uma forma de garantir e proteger as comunidades indígenas e quilombolas e defender as pequenas propriedades e a agricultura familiar”, afirma a CNBB.

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Nota sobre o Código Florestal: http://www.zenit.org/article-28249?l=portuguese
Nota sobre a violência na região amazônica: http://www.zenit.org/article-28248?l=portuguese

(Alexandre Ribeiro)

A VIDA E SEUS SABERES

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

BELO HORIZONTE, sexta-feira, 17 de junho de 2011 (ZENIT.org) -É simples, mas ao mesmo tempo desafiador, concluir que a vida se conduz e se sustenta de saberes, que são muitos, fonte de poder e até de dominação. Sabido pode ser entendido como aquele que consegue, com palavras e artimanhas, ludibriar os outros. Encontrar saídas e passagens, fazer valer e alcançar seus objetivos e metas, até quando são espúrios e distantes do que se entende e é cidadania. Já vão se tornando obsoletas, e até ridículas, frases ou atitudes que caracterizaram a sagacidade política. Por exemplo, a arte de engambelar os outros, prometer e não cumprir, dar tapinhas nas costas para agradar ou fazer afirmações - até contrárias à própria convicção - para garantir simpatias e resultados positivos para pretensões, mesmo distantes, em projetos próprios.
É esperançoso ver desmoronar, ainda que lentamente, esse traço antipático na cultura e nas posturas, fruto da projeção que a exigência e o gosto pela transparência e a verdade emolduram na vida social e política. Os saberes científicos alargam horizontes, corrigem descompassos, realimentam a esperança de conquistas e momentos novos mais propícios para a vida. Esses saberes constituem um tesouro que expressa a magnificência da inteligência humana, os engenhos admiráveis das pesquisas que modificam perspectivas. Abrem possibilidades e configuram esperanças e boas condições para o viver humano e tratamentos mais racionais da natureza. Dão iluminação diferente ao sentido da vida, ao grande e crucial desafio da existência.
Está localizada na gama complexa e fascinante dos saberes -ciência, política, arte, tecnologia - a referência, sem igual, do saber que é a sabedoria. Vale lembrar o tesouro da Palavra de Deus no livro bíblico da Sabedoria, referência insubstituível e coluna de sustento na vida do Povo de Deus, a compreensão da sabedoria como virtude e companheira. No capítulo oitavo dessa obra, ela é tida como um amor que se procura desde a juventude. Quem quer ser sábio deve buscá-la com a pretensão de fazê-la sua esposa, compreendendo que ela é conhecedora da ciência de Deus, é quem seleciona as obras do Criador, é artífice do bom senso para tudo o que existe. Essa obra recorda que o amor à justiça é fruto da sabedoria, pois ela ensina a temperança e a prudência, a fortaleza - os bens mais úteis na vida.
Uma experiência vasta, como capacidade de conhecer o passado e entrever o futuro, conhecendo a sutileza das palavras e as soluções dos enigmas, brota e se mantém pela força da sabedoria. Sem seu saber e o sabor, o bem se compromete, a justiça não é prioridade e a vida fica mais difícil de ser vivida. Perde facilmente o sentido genuíno de dom. Aquele que se empenha, em meio aos embates, para se apropriar de saberes que sustentam o exercício profissional, abre caminhos para ganhos e sustentos da vida, por fazer da sabedoria a sua esposa. “Nela tem uma fiel conselheira para o bem, o conforto nas preocupações e tristezas”, assevera a literatura sapiencial mais genuína do Israel antigo. Por causa dela é que se podem conquistar louvores diante da multidão; o jovem ser honrado pelos anciãos e nos julgamentos se reconhece a perspicácia. De volta para casa, nela se encontra descanso, pois sua companhia não traz amargura e nem tédio a sua convivência, mas sim alegria e contentamento.
Os saberes todos têm sua dinâmica e lugar de produção, destinação e atendimento de demandas próprias. O saber da sabedoria não está simplesmente no ar. Ele se produz e se sustenta também em lugares e por dinâmicas. As obras de infraestrutura em instituições ou cidades são de extrema importância. A queixa mais lamentável é a defasagem no atendimento de demandas, com retardamentos que esgotam a paciência, com escândalo de sacrifícios impostos, em especial sobre os mais pobres, com a complicação advinda da falta de mão de obra especializada e de objetividade e honestidade na gerência de processos.
As instituições e cidades precisam também de obras, lugares de produção da sabedoria, certamente o tesouro mais precioso para a vida de cada um, que pode amalgamar diferenças e com elas construir tempos novos. Garantir sentido para a vida, que se não for autêntico e profundo não tem gosto e torna-se campo aterrador de batalhas, disputas, desgostos e vaidades que enjaulam a vida entendida e vivida no efêmero, que está no que é espetacular. É preciso ter obras como lugar, referência símbolo permanente de beleza e ensinamentos, com dinâmicas que permitam o entendimento, a busca e a súplica, como o sábio Salomão dirigia a Deus, a fonte inesgotável da Sabedoria: “Dá-me a sabedoria que se assenta contigo no teu trono, pois ela tudo conhece e compreende e me guiará com prudência”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo é arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cardeal critica facilitação do aborto

FÁTIMA, quarta-feira, 15 de junho de 2011 (ZENIT.org) - O cardeal José Policarpo afirmou hoje em Fátima que a atual lei do aborto em Portugal “não tem sido cumprida” referindo, em particular, à falta de “aconselhamento prévio” e a repetição das interrupções; informa Agência Ecclesia.

“A lei não tem sido cumprida, tem sido facilitada, tem sido administrada um bocado ao Deus dará”, disse o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em conferência de imprensa, após a divulgação de um comunicado do Conselho Permanente da CEP sobre a situação portuguesa.

A lei do aborto em Portugal determina um período de reflexão não inferior a três dias a contar da data da realização da primeira consulta.

Segundo o patriarca de Lisboa, “o aconselhamento prévio da mulher que pede o aborto, previsto claramente na lei, não tem sido feito”, falando ainda em “pessoas que fazem abortos várias vezes”.

Após afirmar não ser “segredo para ninguém que Igreja não se identifica” com a lei que permite o aborto até às 10 semanas de gestação, o presidente da CEP afirmou que “estas leis fraturantes nunca estão definitivamente resolvidas, podem sempre vir ao de cima, em circunstâncias novas”.

Dom José Policarpo admitiu que possam faltar “condições políticas” para rever esta legislação, as prometeu que os bispos “vão estar atentos, se as circunstâncias surgirem”.

fonte: http://www.zenit.org/article-28228?l=portuguese

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ZENIT - A esperança não se alimenta de mentiras

Por Augusto Pessina*

MILÃO, terça-feira, 14 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Enquanto se espera que o Tribunal Europeu de Justiça se pronuncie sobre o problema das patentes de linhas celulares produzidas com embriões humanos e na Alemanha, depois da morte de uma criança tratada com células estaminais se fecha um centro, na França o Senado restabeleceu a proibição do uso de embriões humanos com fins de pesquisa. Imediatamente se levantaram protestos que tacham a decisão de obscurantista e contrária à liberdade de pesquisa.

Ainda não isenta de incongruências e contradições, na situação atual da pesquisa biológica – na qual parece reger apenas o princípio de que é lícito fazer tudo o que for tecnicamente possível -, a lei francesa representa, do seu jeito, uma opção valente e se dirige à proteção da dignidade da pessoa humana. Certo, trata-se de uma “proibição com derrogatórias”: desde o primeiro lançamento da lei bioética francesa, em 2004, até hoje, a Agência de Biomedicina autorizou pesquisas com embriões humanos em 58 projetos, de 64 (90,6%), demonstrando que os organismos delegados para a concessão de derrogatórias são os que têm a última palavra. Mas as normas incidem nos costumes e têm sempre um valor educativo e, portanto, é mais aceitável, com certeza, uma lei proibitiva com derrogatórias que uma normativa como a britânica, que liberaliza, com algum limite, as pesquisas em embriões humanos.

Na biomedicina das células estaminais, são muitas as más informações e as mentiras, tanto sobre as consequências biológicas reais como sobre as aplicações clínicas. Esta situação contribui para alimentar essa mentalidade acrítica que demoniza como anticientífico e contrário ao progresso qualquer tentativa de regulamentação. E “estaminal” se converteu em uma espécie de palavra mágica que produz um valor agregado (progressista) a tudo: desde os cosméticos até as propostas terapêuticas mais absurdas.

Ao navegar na internet com palavras como “terapias celulares”, encontramos centenas de sites, a maior parte deles com promessas irreais, quando não com claras enganações. Contudo, estes sites até exibem nomes pomposos de instituições científicas com equipe médica capaz de atender qualquer patologia (também com a utilização de células embrionárias humanas). Por trás dessas instituições se ocultam muitas vezes interesses econômicos, frequentemente com tons filosóficos, pseudorreligiosos, mágicos. No melhor dos casos, trata-se de terapias ainda não aprovadas; em outros casos, inúteis e inclusive com efeitos negativos para a saúde. O Committee for Advanced Therapies, dentro da European Medicines Agency, interveio recentemente em Lancet, denunciando o turismo médico dirigido a clínicas que propõem terapias ineficazes, às vezes perigosas e sempre, em qualquer caso, muito custosas. Por limitado que seja, o fenômeno também está presente na Europa, contribuindo para criar um ambiente de descrédito igualmente ao redor de pesquisas clínicas conformes a normas éticas corretas. Há pouco, na Alemanha, as terapias com células estaminais foram colocadas sob acusação pelo caso do centro X-Cell de Düsseldorf, ambicionada meta do turismo médico devido à reputação de que goza o país também no campo científico e médico e que, no entanto, trabalhava sem ter produzido jamais documentação.

Para que que não se incrementem semelhantes fenômenos, é preciso ter controles e verificações, mas também uma informação correta e honesta. Acontece, de fato, que até as entidades públicas de pesquisa são seduzidas por enfatizar supostas descobertas para justificar e obter financiamento. Por outro lado, os meios de comunicação brincam frequentemente com o sensacionalismo, sem ocupar-se de verificar a bondade e o valor de notícias que as agências de imprensa lançam acriticamente. Ocorre muitas vezes que a ênfase de certas informações biomédicas é recebida de forma errônea, gerando, em pacientes e familiares, esperanças infundadas e sucessivas desilusões amargas. Todos, especialmente os pacientes, têm o direito de ser informados sobre os progressos no campo médico, mas também o de não ser enganados. De fato, não é com mentiras que se alimenta a esperança dos doentes.

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* Augusto Pessina é doutor em microbiologia pela Universidade de Milão e diretor do Cell Laboratory Culture nessa universidade. Foi responsável científico de vários projetos de pesquisa com células-tronco, especialmente no tratamento do câncer e em terapia regenerativa.

Este artigo foi publicado hoje no L'Osservatore Romano.

fonte: http://www.zenit.org/article-28219?l=portuguese

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Família tradicional protege interesses da criança

Intervenção de Dom Tomasi na ONU

GENEBRA, segunda-feira, 13 de junho de 2011 (ZENIT.org) - “Em consonância com a Convenção que reconhece a essencialidade da família, a Santa Sé acredita que os interesses supremos da criança são servidos em primeiro lugar no contexto da família tradicional.”

Esta foi a afirmação de Dom Silvano Tomasi, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, no último dia 6 de junho, na 17ª Sessão Ordinária do Conselho dos Direitos do Homem, realizada em Genebra (Suíça).

Os supremos interesses da criança deveriam levar, segundo ele, a uma maior assistência e proteção da própria família, “como grupo fundamental da sociedade e ambiente natural para o crescimento e bem-estar de todos os seus membros, em particular as crianças.”

O representante vaticano elogiou também o rascunho do Protocolo Facultativo da Convenção sobre os Direitos da Criança, o qual, afirmou, “oferece uma palavra de esperança e de incentivo àquelas crianças e jovens cuja inocência e dignidade humana se viram afetadas pela crueldade que está presente no mundo dos adultos”.

“Se todos os Estados, as agências das Nações Unidas, a sociedade civil e as instituições religiosas trabalharem juntas em uma associação mais eficaz, serão capazes de garantir o amor, os cuidados e a assistência àqueles afetados pela violência ou pelos abusos. Mais ainda, será fomentado um mundo no qual estas crianças poderão alcançar seus sonhos e aspirações de um futuro livre de violência”, acrescentou.

O prelado recordou, neste sentido, o apelo que o Papa Bento XVI fez em 2009 à comunidade internacional, para que ofereça “uma resposta adequada aos trágicos problemas vividos por muitas crianças”.

“Que não falte o compromisso generoso de todas as partes, para que os direitos da criança sejam reconhecidos e sua dignidade receba cada vez mais um maior respeito”, concluiu.

Fonte: http://www.zenit.org/article-28203?l=portuguese

Bento XVI: Espírito Santo é quem dá vida à Igreja

Papa reconhece tarefa dos doadores de sangue

CIDADE DO VATICANO, domingo, 12 de junho de 2011 (ZENIT.org) – O Espírito Santo é quem guia a Igreja e a torna capaz de cumprir sua missão, afirmou hoje o Papa, ao introduzir a oração do Regina Caeli na Praça de São Pedro.

Citando o beato italiano Antonio Rosmini, o Santo Padre afirmou que, “no dia do Pentecostes dos cristãos, Deus promulgou (…) sua lei de caridade, escrevendo-a por meio do Espírito Santo, não sobre tábuas de pedra, mas no coração dos Apóstolos, comunicando-a depois a toda a Igreja”.

O Espírito Santo, "que é o ‘Senhor da vida’ - como recitamos no Credo -, está unido ao Pai por meio do Filho e completa a revelação da Santíssima Trindade”.

“Provém de Deus como sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão devida ao pecado.”

Ele, “incorpóreo e imaterial”, outorga “os bens divinos, sustenta os seres viventes, para que ajam em conformidade com o bem”.

“Como Luz inteligível, dá significado à oração, confere vigor à missão evangelizadora, faz arder os corações de quem escuta a alegre mensagem, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica”, acrescentou o Papa.

Este Espírito é quem cria nos cristãos “a fé no momento do nosso Batismo, nos permite viver como filhos de Deus, conscientes e consequentes, segundo a imagem do Filho unigênito”.

Após o Regina Caeli, o Papa quis propor aos presentes o exemplo de um sacerdote alemão, Alois Andritzki, que, com apenas 28 anos de idade, foi executado no campo de concentração de Dachau e que será beatificado amanhã, em Dresde.

Por último, dirigiu-se aos jovens, recordando-lhes que na próxima terça-feira se comemorará o Dia Mundial do Doador de Sangue.

São “milhões de pessoas que contribuem, de forma silenciosa, para ajudar os irmãos em dificuldade. Dirijo a todos os doadores uma cordial saudação e convido os jovens a seguirem seu exemplo”, concluiu.

fonte: http://www.zenit.org/article-28200?l=portuguese